Autarquia de Loulé entregou leitores de microchips às Juntas de Freguesia

Numa primeira iniciativa pública no âmbito da sua política para o bem-estar animal, a Câmara Municipal de Loulé entregou, na passada sexta-feira, onze aparelhos de leitura de microchips às Juntas de Freguesia do concelho, com o objetivo de agilizar o processo de identificação de animais perdidos ou encontrados na via pública.

Esta entrega surge no âmbito da legislação de 2019, que estabelece que a identificação eletrónica e o registo no SIAC – Sistema de Informação de Animais de Companhia são obrigatórios para cães, gatos e furões.

A aplicação do microchip e o respetivo registo permanecem como competência exclusiva dos médicos veterinários, contudo o papel das autarquias locais no terreno revela-se crucial para a eficácia do sistema.

“Todos sabemos que são frequentemente as Juntas de Freguesia e os seus colaboradores que primeiro chegam junto de um animal encontrado na via pública. Nesses momentos, ter à mão um leitor de microchip pode fazer toda a diferença: pode significar a diferença entre um animal que regressa em poucas horas a casa, junto do seu tutor, e um animal que fica, dias ou semanas, entregue à sorte”, explicou o autarca Telmo Pinto.

Ana Poeta, do Gabinete de Apoio ao Presidente responsável pelas questões para o bem-estar animal, destacou as vantagens estratégicas da identificação eletrónica.

Por um lado, garante a identificação, de forma segura e permanente, do animal, aumentando significativamente as hipóteses de ser devolvido ao seu tutor caso seja encontrado.

Por outro lado, permite cruzar os dados do animal com o registo do tutor de forma imediata, assim que o dispositivo é detetado pelo leitor.

Tem ainda um papel importante no combate ao abandono e ao furto uma vez que permite associar legalmente o animal ao seu responsável e facilita a investigação nestes casos.

A realidade local em Loulé espelha uma crescente consciencialização dos munícipes. Graças ao incremento da identificação dos animais por parte dos tutores, registou-se um aumento significativo de devoluções com sucesso. Só no decorrer do ano de 2026, cerca de 80 animais já regressaram aos seus lares originais.

Estas situações de sucesso resultam de uma forte articulação local que envolve animais recolhidos pelo Gabinete Médico-Veterinário, alertas de munícipes, solicitações das autoridades policiais, contactos através da Linha GEO 24 e intervenções decorrentes de atropelamentos na via pública.

Além dos 11 aparelhos distribuídos, garantindo uma cobertura total do território, o plano de ação prevê um reforço operacional alargado.

Serão entregues mais quatro equipamentos adicionais para equipar as forças de segurança (dois) e para os Bombeiros Sapadores de Loulé (dois), dotando os agentes de primeira linha das ferramentas necessárias para responder a estas ocorrências.