O meu cão tem medo do fogo-de-artifício!

Aproxima-se a noite da Passagem de Ano, cuja comemoração é muitas vezes acompanhada de fogo-de-artifício, que pode ser aterrador para o nosso cão. Como o podemos ajudar?

Apesar de vários municípios terem cancelado as suas festividades, dado o contexto Covid-19, se for como no ano passado, haverá muitas pessoas que marcam a entrada do novo ano com o lançamento de fogo-de-artifício, foguetes e até com tiros para o ar.

Os cães têm uma audição muito mais sensível do que a nossa e o barulho dos rebentamentos pode causar stress e ansiedade extrema aos nossos cães, que ficam verdadeiramente aterrorizados e sem controlo. Em estado de pânico, os olhos parecem que saem e permanecem colados às paredes e ao chão.

Normalmente, um cão que tem um medo irracional de foguetes ou de fogo-de-artifício pode reagir de duas formas: tenta esconder-se para evitar o problema ou foge da situação que o aterroriza.

Deixamos 10 dicas para tornar as comemorações de Ano Novo mais seguras para o seu animal de companhia e que pode também colocar em prática em outras alturas festivas do ano, por exemplo, nas festas locais.

1. Dê um passeio mais longo antes do jantar
Vá com o seu cão à rua, para passear e fazer as necessidades, bem antes da meia-noite. Um passeio mais longo irá cansá-lo e pode ajudar a manter o cão mais tranquilo em casa.

2. Proporcione um refúgio em casa
Em casa, mantenha o seu cão o mais protegido possível. Se, normalmente, a sua caminha está junto a uma janela ou porta, é melhor mudá-la para um local mais tranquilo. Pode até preparar uma espécie de “toca”, cobrindo a caminha com uma toalha. O uso de difusores de feromonas nessa divisão da casa pode ajudar a acalmar o cão.

3. Distraia o seu cão com brinquedos e comida
Antes deste dia compre, ou faça, um novo brinquedo para lhe dar um pouco antes da chegada da meia-noite. Outra opção são os brinquedos recheados com comida. Escolha para recheio algo mesmo muito apetitoso, como frango ou fígado! A ideia é mantê-lo distraído do que se passa no exterior.

4. Ter a companhia dos donos ou de outro cão
Mantenha o seu cão junto a si, distraindo-o com guloseimas e jogos, por exemplo. A presença de um cão sociável que não tenha medo de sons intensos pode revelar-se uma excelente companhia nesta noite, transmitindo calma e confiança ao nosso cão.

5. Minimize o barulho e a luz exterior
Antes da meia-noite feche as portas, as janelas, os estores e as cortinas, minimizando desta forma o barulho exterior. Além disso, desta forma o cão não vê o fogo-de-artifício. Mantenha ligado a televisão ou o rádio, que é um som ambiente que o cão reconhece do seu dia-a-dia.



6. Deixe-o estar sossegado
Se o seu cão se esconder, deixe-o estar, não o obrigue a sair do seu esconderijo. É onde se sente mais seguro e, possivelmente, é onde o ruído exterior é menos audível. Deve manter-se calmo e esperar. No final, o cão irá ter a iniciativa de sair desse local.

7. Não vá para a rua com o seu cão à trela!
Se não sabe como o seu cão irá reagir ao fogo-de-artifício ou se já sabe, de situações anteriores, que este tem medo, não saia de casa!
Um cão assustado irá puxar a trela desesperado para fugir ou para voltar para casa. O risco de o dono não conseguir segurar a trela, da trela ou da coleira se partir, ou de a coleira sair pela cabeça é muito elevado!
Um ataque de pânico pode culminar numa fuga desorientada, porque quando um cão foge em pânico não ouve, nem vê nada! Corre um grande risco de ser atropelado ou de se perder e não saber voltar para casa.

8. Evitar a fuga de cães que estão no exterior
No caso dos cães que não vivem em permanência dentro de casa com a família, ao final da tarde, bem antes da meia-noite, é melhor colocá-lo num local seguro, onde não se magoe e de onde não consiga fugir.
Uma vedação alta pode não ser suficiente para evitar a sua fuga. Um cão em pânico passa por cima de cercas e até através de janelas. Tenha em atenção que se o cão estiver preso à corrente, em pânico, pode magoar-se ou sufocar.

9. A importância de ter microchip!
A identificação eletrónica é obrigatória. O cão é marcado por implantação de um transponder, normalmente designado por microchip, e registado no SIAC – Sistema de Informação de Animais de Companhia. Se o cão fugir, a leitura do microchip é essencial para localizar os seus donos.
Adicionalmente, pode colocar uma medalha de identificação com o seu contacto na coleira ou um dispositivo que tenha GPS incorporado, ligado a uma aplicação. Dessa forma saberá sempre onde está o seu cão.

10. O último passeio antes de dormir
Nesta noite, é muito importante aguardar que tudo volta à normalidade e só então sair para o último passeio antes de dormir, que deve ser curto e sempre com trela.

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Um Bom Ano Novo para todos!

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