Sesimbra | Cadela e dono resgatados de escarpa por helicóptero [com vídeo]

Na quinta-feira, dia 2, um homem e a sua cadela, a “Sasha”, tiveram de ser resgatados de helicóptero depois de caírem numa escarpa na falésia de Cabo de Ares, junto à praia do Penedo, em Sesimbra.

A Esquadra 751 “Pumas” da Força Aérea Portuguesa partilhou na sua página de Facebook o vídeo desta que foi a sua primeira missão do ano 2020.

“A tripulação de alerta na Base Aérea nº6, Montijo, descolou pelas 16:30h em direcção ao Cabo de Ares, Serra da Arrábida. O homem, de 48 anos, e o seu animal de estimação encontravam-se numa zona de pouca visibilidade e de difícil acesso”, podemos ler na legenda.

E acrescentam que “a altura da escarpa, cerca de 250 metros e a área de resgate reduzida dificultaram a ação do Recuperador-Salvador”.

Apesar do curto espaço de tempo até ao pôr-do-sol e da Esquadra não possuir o equipamento específico para resgatar animais, ambos foram salvos pelas 17h10.

Após o resgate, o dono e a cadela foram entregues às autoridades presentes no local da ocorrência, numa zona de aterragem apropriada, sendo o homem posteriormente transportado para o Hospital Garcia da Orta, em Almada.

Resgate de uma vítima de queda em escarpa e cão que a acompanhava

A #esquadra751 iniciou o ano com uma missão de resgate de uma vítima de queda em escarpa e do cão que a acompanhava!A tripulação de alerta na Base Aérea nº6, Montijo, descolou pelas 16:30h em direcção ao Cabo de Ares, Serra da Arrábida. O homem, de 48 anos, e o seu animal de estimação encontravam-se numa zona de pouca visibilidade e de difícil acesso. A altura da escarpa, cerca de 250 metros e a área de resgate reduzida dificultaram a acção do Recuperador-Salvador. Após o resgate a vítima e o seu animal de estimação foram entregues às autoridades presentes no local da ocorrência, numa zona de aterragem apropriada. No total da missão foram voados 01:20h de tempo de voo, tendo sido esta a primeira missão do Ano 2020."Para que outros vivam"

Publicado por Esquadra 751 em Sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

A vítima, Mário Batista, partilhou na sua página pessoal no Facebook uma nota de agradecimento a todos os envolvidos no seu resgate, à família e amigos que manteram o contacto durante o tempo de espera e à sua cadela, a “Sasha”.

Revela que da queda resultou um pulso partido, um traumatismo craniano, o olho direito magoado e dois dedos da mão esquerda magoados.

Segundo este, a “Sasha” esteve sempre ao seu lado e foi buscar a mochila a seu pedido, para conseguir beber água e manter-se acordado, sem perder os sentidos.

Quando começou a arrefecer “ela pôs a cabeça em cima de mim para me aquecer. Tivemos sempre abraçados até chegar o heli”, acrescenta.

“Entramos para dentro do heli e aí ela foi estrela”, segundo Mário Batista a tripulação disse que nunca tinham resgatado um cão e que ela se tinha portado muito bem no cesto, tendo tirado muitas fotografias.

Vídeo: Esquadra 751

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