As origens do Cane Corso Italiano

As origens do Cane Corso são muito antigas e estão diretamente ligadas à tradição ancestral do mundo rural italiano, principalmente de Itália meridional e em particular da região da Púglia.

Nos primórdios da raça a sua função principal era de guarda e caça grossa. Na Antiga Roma faziam binómio com os gladiadores na guarda da cidade. Nas zonas mais rurais estavam diretamente ligados ao gado bem como à caça ao javali.

Esta raça foi esquecida por muitos anos e na década de 80 foi começando a ser recuperada por pequenos criadores que foram aparecendo nessa região. Esses pequenos criadores começaram a procurar e a recuperar alguns dos sujeitos mais típicos da raça reconstruindo um precioso material genético que é resultado de séculos de seleção.

O primeiro estalão, onde foi descrito o Cane Corso, data de 1987 e foi feito pelo Dr. António Morsiani, após uma seleção criteriosa de todos os exemplares existentes bem como os seus progenitores. Essa seleção baseou-se na morfologia e caráter predominante e dominante nos molossóides existentes.

Nascido a 24 de outubro de 1980, o exemplar Basir é da criação de Anna Battaglia (Dell’Antico Cerberus) e da propriedade de Fernando Casolino.

O exemplar pelo qual foi realizado o estalão foi um Cane Corso que data de 1980/90 de nome “Basir”.

Em 11 de dezembro de 1996 a Federação Cinológica Internacional (FCI) aceitou o primeiro esboço para o estalão do Cane Corso, mas só em 21 de maio de 2007 é que foi aceite o estalão definitivo.

Em 1 de janeiro de 2016 o estalão foi novamente alterado, infelizmente, fazendo com que esta raça tenha ficado prejudicada, pois apenas tem 9 anos de reconhecimento definitivo, sendo este um período muito curto para uma raça sofrer novamente alterações.

Nos dias de hoje o Cane Corso Italiano está diretamente ligado à família, tanto na guarda da habitação como na guarda das crianças.

Por: Cane Corso Clube de Portugal

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