A história do Setter Gordon

As origens da raça estão ligadas a Alexander Gordon, o 4º Duque de Gordon, que residia no Gordon Castle situado a norte de Fochabers, na Escócia, local onde desenvolveu o seu trabalho de criação e seleção de Black and Tan Setters (Setters pretos afogueados).

Criados para trabalhar como cão de parar, essa capacidade era mais valorizada do que a sua aparência. Apenas mais tarde se começou a trabalhar na aparência, pois originalmente havia exemplares de diferentes cores.

O Duque faleceu em 1827 e não se consegue recuar mais na história da raça. Embora existam alguns registos que mostram que existia uma versão inicial do Setter Gordon no século XVI.

Acredita-se que os Setters descendem do “setting spaniel”. A raça é utilizada principalmente para percorrer o campo e localizar o Grouse, uma ave escocesa também conhecida como perdiz vermelha, que mantém a cor castanho-avermelhada durante as quatro estações.

Esta característica de querer explorar o campo mantém-se na raça, pois na sua seleção o Setter Gordon foi incentivado para caçar de forma independente.

O número de exemplares da raça diminuiu durante a primeira metade do século XX, com o declínio das grandes propriedades de caça. Em 1923 foram registados apenas 54 Black and Tan Setters no Kennel Club.

Durante este período o Gordon Setter raramente era visto fora da Escócia. Após a II Guerra Mundial a raça começou a ser mais popular como cão de família, ficando o seu papel de cão de parar para segundo plano.

Em 1924, o Kennel Club passou a designar a raça com o nome atual, Setter Gordon, em homenagem ao 4º Duque de Gordon, pelo seu trabalho no desenvolvimento da raça.

Das 4 raças de Setter, o Gordon é o maior e mais pesado. Pode não ter a velocidade dos outros Setters e do Pointer, mas é conhecido pela sua resistência no campo como cão de parar.

Fonte: British Gordon Setter Club

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