A história do Cão de São Bernardo

As suas origens permanecem ainda incertas, mas estima-se que o Cão de São Bernardo seja descendente dos grandes molossos da Antiguidade, que atravessaram os Alpes com as legiões romanas.

As suas origens na Suíça remontam, pelo menos, ao século XVII, no Hospício do Grande São Bernardo (Hospice du Grand Saint Bernard), fundado por São Bernardo de Menthon, no século XI, com o objectivo de dar guarida, assistência e auxílio aos caminhantes que atravessavam a pé aquelas montanhas.

Hospice du Grand Saint Bernard

Localizado na passagem para a fronteira entre a Suíça e Itália. Desde essa altura começou a construir-se a reputação do Cão de São Bernardo como socorrista das montanhas.

Ao contrário do que muita gente pensa, a imagem do São Bernardo com o barril de conhaque ou a mala de primeiros-socorros ao pescoço não corresponde à verdade.

Apesar de serem cães de salvamento, os monges negam que qualquer São Bernardo tenha carregado barris em torno do pescoço. Acredita-se que a origem desta imagem é fruto de pinturas da época mantidas para os turistas e das lendas criadas no Monte do Grand Saint Bernard.

“Barry” no Museu de História Natural de Berna.

O São Bernardo mais famoso do mundo foi “Barry”, nascido por volta de 1800 e a quem a lenda atribui o salvamento de mais de 40 pessoas, durante 10 anos.

Até 1830, o pelo do São Bernardo era curto, tendo sido então cruzado provavelmente com o Terra Nova ou com o Cão de Montanha dos Pirinéus, dando origem à variedade de pelo comprido, hoje a mais divulgada.

O nome “Cão de São Bernardo” foi oficializado em 1880. O Clube Suíço foi fundado em 1884 e o estalão da raça foi estabelecido em Berna a partir de 1887.

Por: Elisabete Ferreira do afixo “Terras da Maia”

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